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[Live] – Dicas de Bancos de Dados para Desenvolvedores: SQL Server 2025 e Inteligência Artificial | 10a edição

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Fala pessoal! Tudo bem com vocês?

Recentemente, tive o prazer de participar de uma live sensacional no canal .NET com o mestre Renato Groff, onde mergulhamos de cabeça no que há de mais moderno em Inteligência Artificial aplicada a Bancos de Dados.

Se você achava que IA era coisa apenas de desenvolvedor front-end ou cientista de dados, prepare-se: o jogo mudou e o SQL Server 2025 está aqui para provar isso.

Neste post, vou resumir os pontos principais que construímos na live, focando na integração nativa do SQL Server com o Azure Open AI e como monitorar tudo isso com OpenTelemetry e Grafana.

Link da Transmissão

 

O Salto para o SQL Server 2025

A grande estrela da noite foi o anúncio das capacidades do SQL Server 2025 (Public Preview). A Microsoft finalmente trouxe para o “on-premises” (e para o SQL Database) um recurso que antes dependia de gambiarras ou CLR complexos: a execução nativa de chamadas REST.

Através da procedure de sistema sp_invoke_external_rest_endpoint, agora conseguimos nos comunicar com qualquer API, inclusive a do Azure Open AI, sem sair da nossa query.

O uso de CLR (Common Language Runtime) ainda é uma alternativa para versões anteriores (como 2017 ou 2019), mas a performance e a segurança do suporte nativo no SQL 2025 são incomparáveis.

Arquitetura de Integração: Azure Open AI

Para que essa mágica aconteça, utilizamos o modelo GPT-4o mini. Por que o “mini”? Simples: Custo-Benefício. Ele é absurdamente mais barato que o GPT-4o completo (cerca de 20 a 30 vezes menos) e entrega uma precisão excelente para tarefas de banco de dados, como gerar comandos T-SQL ou resumir logs.

Segurança: Utilizando Database Scoped Credentials para evitar vazamentos de credenciais

Como um profissional Senior, a primeira coisa que penso é: “Vou expor minha API Key em texto limpo?”. Jamais.

A boa prática aqui é utilizar as Database Scoped Credentials: Criamos uma credencial que armazena o token de autorização, assim, o desenvolvedor que chama a procedure não tem acesso à chave da API, apenas ao nome da credencial.

Important: Antes de criar as credenciais, você precisa habilitar a Master Key no banco de dados para garantir a criptografia dos segredos.

O Script: Transformando o SQL Server em um DBA Virtual

Abaixo, apresento o script completo para configurar essa integração e criar uma procedure que interpreta linguagem natural e executa comandos no seu banco.

Observabilidade e Monitoramento

Não basta integrar, tem que monitorar. Durante a demo, o Renato Groff mostrou como o Semantic Kernel e o OpenTelemetry são vitais.

Quando o SQL Server faz uma chamada para a IA, geramos tokens. Esses tokens custam dinheiro. Ao instrumentar a aplicação com Grafana e Aloy, conseguimos capturar:

  • Input Tokens vs. Output Tokens: Quanto estamos gastando por pergunta.
  • Wait Types: Monitorar latência de rede na chamada da API (atenção para esperas de rede que podem travar workers do SQL).
  • Trace ID: Amarrar a pergunta do usuário no front-end até a query gerada pela IA no banco de dados.
ALERTA CRÍTICO: Dar permissão para uma IA executar comandos SQL dinâmicos (EXEC sp_executesql) abre brechas para Prompt Injection. Sempre utilize usuários com o princípio do menor privilégio (apenas SELECT em tabelas específicas) e nunca rode isso em produção sem um Resource Governor configurado para limitar CPU/Memória dessas consultas.

Tabela de Referência: Limites e Tokens

Para ajudar no planejamento de custos, aqui está uma estimativa simplificada do modelo GPT-4o mini:

Modelo Custo Entrada (1M tokens) Custo Saída (1M tokens) Uso Recomendado
GPT-4o $5.00 $15.00 Lógicas complexas e análise de erros.
GPT-4o mini $0.15 $0.60 Consultas SQL simples e resumos.

Performance e Impacto

Ao utilizar o sp_invoke_external_rest_endpoint, o SQL Server gerencia a conexão HTTP de forma assíncrona internamente, mas a sessão do usuário fica em modo de espera até o retorno da API. Em ambientes de altíssima concorrência, isso pode elevar os contadores de External Wait.

A dica é usar essa funcionalidade para tarefas de Background, BI ou ferramentas administrativas, evitando o fluxo principal de gravação de transações (OLTP).

 

Espero que tenham gostado dessa dica, um grande abraço e até a próxima!